Thursday, February 01, 2018

Leituras de Janeiro


Se as nossas leituras dizem-nos quem somos, então sou uma pessoa estranha... ou então, gosto apenas de ler. Janeiro foi um mês intenso onde fantasia e mitologia predominaram. Estas foram as minhas leituras de janeiro:


A lenda do Rei Artur e os Cavaleiros da Távola Redonda por Howard Pyle. Adoro literatura arturiana e gosto deste autor com a sua linguagem do início do século XIX. Mas infelizmente só encontrei uma versão em português do brasil e não apreciei a tradução. Não existe nenhum exemplar na rede de bibliotecas de Lisboa. Pode ser que um dia encontre algum exemplar num alfarrabista...



A ideia deste livro atraiu-me logo. Um casal que decide arriscar tudo para abrir uma livraria de livros usados numa cidade mineira no interior dos Estados Unidos. Os primeiros capítulos foram interessantes, mas confesso que o livro começou a tornar-se monótono e fui perdendo o interesse. 



Um livro sobre o qual eu tinha grandes expectativas, mas que não me convenceu. É claramente um livro de fantasia, mas não me transportou para a época do Rei Artur. Não reconheci nesta criança o Merlim, um personagem que me é muito querido.



Depois das últimas desilusões literárias, precisei de algo leve e seguro. Fiz a releitura do Robin dos Bosques, numa boa versão traduzida de Howard Pyle. Precisava de um herói, como referi aqui.



Encontrei este livro de Neil Gaiman sobre Mitologia Nórdica e em boa hora o adquiri. Leitura fluida que conseguiu arrancar-me algumas gargalhadas. O Loki é sem dúvida, um personagem inesquecível e algumas das situações onde se vê envolvido são hilariantes. As histórias andam predominantemente à volta de Odin, Thor e Loki. 


O Caminho do Peregrino de John Bunyan foi-me há muito recomendado. É um livro para ler sem pressas e ir meditando. As personagens não deixam espaço à imaginação e cada nome atribuído permite antever o tipo de diálogo que irá suceder. É um livro escrito por um pastor Batista, logo é natural que eu não me identifique com algumas das suas reflexões. Senti a falta do Perdão e Misericórdia.



O dia 27 de janeiro é o dia internacional da lembrança do holocausto e eu aproveitei para ler esta versão em Banda Desenhada do Diário de Anne Frank. Está muito fiel ao livro. Dei 5 estrelas! 

Friday, January 26, 2018

Quando os filhos choram...


Todos passamos por momentos de tristeza. Faz parte da vida. Mas quando um dos nossos filhos está triste porque alguém o magoou, porque lhe partiu o coração, seja qual for o motivo uma mãe sente a dobrar. Aprendi que não são precisas fórmulas, nem decorar métodos, basta estar lá. Estar presente, ouvir, abraçar, acompanhar e deixar chorar.

Oiça tantas vezes adultos dizerem a crianças: “Pára de chorar!”como se as crianças fossem máquinas com botão de ligar e desligar. Faz bem chorar! Não faz mal ficar triste, deixar correr todas as lágrimas que forem precisas porque depois vem o alívio. E depois do alívio, de todas as nuvens passarem , vem a luz do sol e a vontade de seguir em frente.


Tuesday, January 23, 2018

S. Vicente, padroeiro de Lisboa


S. Vicente é o santo padroeiro esquecido de Lisboa. Santo António ocupa um lugar tão especial nos corações dos lisboetas, que o dia de S. Vicente (22 de janeiro) passa despercebido. Confesso que me aconteceu a mim... Para me redimir, vou ler em família “S. Vicente & os corvos” de João Paulo Cotrim e ilustrações de Alex Gozblan.



As Aventuras de Robin dos Bosques


O fim de semana passado serviu para apresentar aos meus filhotes a historia de Robin dos Bosques, o herói que roubava aos ricos para dar aos pobres. Temos em casa a versão de Howard Pyle, publicada pela editora civilização e tive de lhes mostrar a minha versão preferida em filme, com o fabuloso Errol Flynn. Também gosto bastante da versão disney da história onde os personagens são representados por animais. O nosso herói principal é uma magnífica raposa. 

As nossas crianças e adolescentes são bombardeadas com histórias vazias e desprovidas de esperança. Tenho alunos de 8 anos que me dizem assistir a séries como Walking Dead, com os seus pais. Muitos dos meus alunos do 1º ciclo, viram o filme IT (filme de terror aconselhado para maiores de 16 anos). Confessam-me ter pesadelos à noite, mas continuam a ver filmes deste género, porque todos vêem. Julgo que tudo tem a sua idade. Há histórias que não são apropriadas para determinadas faixas etárias. Tudo tem o seu tempo, o seu ritmo. 

Eu gosto de mostrar histórias inspiradoras. Que divirtam, ensinem e que façam pensar. Que ajudem a crescer, não em terror, mas imbuídos de esperança. Precisamos de mais Robins dos Bosques nas nossas vidas.

Monday, January 08, 2018

A avó adormecida



Este livro aborda de uma forma muito sensível o processo de doença de uma avó e a relação com o seu neto. Desde o momento em que partilhavam histórias, jogos e afetos, passando pelos primeiros sintomas da doença e pela letargia do sono irreversível que o neto compensa com a sua companhia. 

«A minha avó dorme.A minha avó dorme o dia todo.A minha avó dorme o dia todo, desde há um mês…»" 

As ilustrações simples e em tons suaves complementam a narrativa. É um livro que transmite emoção, serenidade e amor. Li este livro com a minha filha e ficámos ambas emocionadas...